26 de agosto de 2012

Dos materiais


A lã só se deixou modelar com muito trabalho.

A seda exigiu perícia e paciência.

O arame farpado requereu de mim somente a força bruta.

A ideia certamente não era minha. Liberta do cérebro primeiro que a pensou, ocupou-me por algumas horas e foi-se embora colher a habilidade de outras mãos.

Do ponto de vista gramatical, não sei se fui o sujeito ou o objeto da ação. Restou a coisa-objeto que chamei de Ninho.



2 comentários:

Angélica B. Lopes disse...

De fato, a poesia está ocupando um espaço tão nobre quanto o bordado... lindas palavras nos teus últimos posts, lindos trabalhos vindos do coração! Bj

Tania Stahl disse...

Ludmila, tua cabeça ferve de idéias e no fazer ambos são objetos e ambos resultado. O meio fica pelo trabalho braçal.
Parabéns! Bjs