Como hoje é meu aniversário, resolvi atualizar a foto de meu perfil, já que novos cabelos brancos se somaram aos que eu já tinha... Chove e faz frio em São Paulo, assim como chovia pouco antes de eu tirar essa foto em Bruges, em janeiro de 2011. O fato de tê-la visitado no inverno, me poupou de ter de dividí-la com os numerosos turistas que a visitam não sem razão. Assim, voltei de lá com a ilusão de ter uma cidade medieval só para mim!
Não dá para ver na foto, mas a sacola que tenho no braço veio do museu que mais fortemente me impressionou dentre os que conheci, o Museu Groeninge. Trata-se de um pequeno museu recheado de obras-primas da pintura Flamenga. Ambiente austero, nada de pessoas passeando pelos corredores como se museu fosse shopping center, proibição para fotos e filmagens (razão pela qual não tenho uma só imagem para mostrar). O foco do museu são as obras e as pessoas passam longos minutos frente aos quadros sem se importarem umas com as outras, já que todos reverenciam respeitosamente o mesmo objeto. Eu vi troca de informação entre os visitantes e não aquela impaciência nervosa de gente que se contenta em ler a legenda sumária do quadro. Nunca senti tanta vergonha pela minha ignorância como ali e considero mesmo que um museu sério é aquele que educa e estimula o estudo.
Fica aqui registrada minha indignação quanto ao Museu Rodin (Paris) que deixa um valioso Van Gogh exposto ao sol dessa maneira indecente só porque seu acervo é composto por esculturas de outro artista igualmente famoso. O quadro está tão desbotado e ressecado como aqueles pôsteres de restaurante de beira de estrada. Esta versão do Retrato de Pai Tanguy deveria ser dada como perdida e o museu que a abriga deveria ser punido por isso.